Cada avanço tecnológico traz progresso, mas também riscos e dilemas. A mesma ferramenta que aproxima pessoas pode causar dependência, desemprego ou desigualdade.
Nesta seção final, vamos refletir sobre o equilíbrio entre inovação e responsabilidade, discutindo como aproveitar o melhor da tecnologia sem ignorar seus impactos negativos.
Os avanços tecnológicos mudaram radicalmente o modo como a sociedade vive, trabalha e se comunica. Entre os principais benefícios estão o acesso rápido à informação, a facilidade de comunicação global, o aumento da produtividade e a criação de novas formas de lazer e aprendizado. A tecnologia também impulsionou a ciência, melhorou os transportes e contribuiu para o desenvolvimento sustentável.
Por outro lado, há malefícios que não podem ser ignorados. O uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar dependência digital, isolamento social e até problemas de saúde mental. Além disso, a automação tem substituído muitos empregos, e o armazenamento de dados pessoais na internet levanta questões sérias sobre privacidade e segurança. O equilíbrio é essencial: é preciso aproveitar o potencial da tecnologia sem deixar que ela controle nossas vidas. Usar o progresso com ética e consciência é o caminho para um futuro mais justo e sustentável.
Tabela comparativa
| Aspecto | Benefício | Malefício |
|---|---|---|
| Comunicação | Facilidade de contato global | Dependência de redes sociais |
| Saúde | Diagnósticos mais rápidos | Exposição de dados sensíveis |
| Educação | Acesso a conteúdos e plataformas online | Distrações e uso excessivo de telas |
| Economia | Criação de novas profissões | Desemprego por automação |
G1
Poder de escolha
Mas será que as inovações tecnológicas como automóveis, casas inteligentes, eletrodomésticos, controles remotos, smartphones, por exemplo, realmente nos deixaram mais preguiçosos e sedentários e podem trazer problemas para a nossa saúde? Para o Dr. José Augusto Ferreira, médico especializado em clínica médica e medicina intensiva e diretor de Provimento e Saúde da Unimed-BH, a resposta está na maneira com que cada pessoa faz uso da tecnologia. “Eu tenho amigos que preferem o livro físico e outros que já leem por meio de dispositivos eletrônicos”, lembra o especialista, ressaltando que com o acesso cada vez mais facilitado aos equipamentos as pessoas ganharam poder de escolha. “Eu decido se vou cozinhar em casa ou se peço comida pelo aplicativo. Se vou ao supermercado de carro ou a pé. Cada um tem a possibilidade de escolher a forma que vai utilizar ou, até mesmo, se vai usar ou não a tecnologia”. Apesar de reconhecer os benefícios, o médico faz um alerta quanto aos excessos no uso dos aparatos tecnológicos. “Já existe uma tendência nas pessoas de terem problemas na coluna cervical de tanto ficarem com o pescoço na mesma posição olhando o celular”, diz. O especialista avalia que a solução está na capacidade natural que o ser humano tem de se adaptar às novas realidades. “Algumas coisas vão acontecer e isso é natural da evolução humana. Daqui duzentos anos, certamente, as pessoas vão nascer com o pescoço mais curvado, que é para ficar mais fácil olhar o celular”, brinca. “Cada Era traz os seus benefícios, mas também traz as suas consequências, não tenho a menor dúvida”.




